terça-feira, 22 de setembro de 2009

Gustavo Teixeira, O Poeta da Solidão



O Espetáculo

Com certa dose de humor, o espetáculo perpassa momentos marcantes da vida do poeta. O público se depara com um Gustavo Teixeira falador, que, a partir de seu próprio velório, não apenas narra as histórias de sua vida como também abre hipóteses para acontecimentos posteriores. Assim, presente, passado e futuro se misturam num espetáculo acima de tudo sensível, em que a poesia transpõe os versos e se revela nas pequenas belezas cotidianas de uma vida toda ela dedicada à arte.

“Gustavo Teixeira – A gente quando morre se dá conta de que tudo são histórias e seus jeitos de contar. E eu poderia aqui falar de um Gustavo que nunca existiu, e que fosse muito, mas muito mais interessante do que eu. Mas acho que, apesar da liberdade que a morte nos dá, eu ainda estou preso a algumas frivolidades, e me sentiria mal fazendo nascer aqui um Gustavo que não fui. Mesmo que vocês preferissem assim. Desse jeito, ficarei com a história de um Gustavo desde criança bastante tímido e um pouco recatado. E que por toda a vida terá um certo gosto pela solidão. Depois, que os outros contem o Gustavo que quiserem.”
(extraído da peça “Gustavo Teixeira, O Poeta da Solidão”)


O Grupo

Dirigido por Barbosa Neto, o Núcleo de Teatro de São Pedro é um projeto da Secretaria Municipal de Cultura que visa à prática teatral, promovendo espaço de formação e desenvolvimento artístico e cultural dos participantes, proporcionando, sobretudo, o enriquecimento das experiências pessoais.
A partir das atividades, oficinas e jogos teatrais, o grupo realiza montagens de esquetes e espetáculos, ganhando os espaços culturais da cidade, envolvendo toda a comunidade.
Entre outros trabalhos, o Núcleo foi responsável pela encenação da peça “Cristo, A Paixão” e apoiou a produção da Mostra de Teatro São Pedro e Águas em Cena, ambas em 2009.


Gustavo Teixeira

O poeta e escritor Gustavo Teixeira nasceu em São Pedro em 4 de março de 1881, no sítio São Francisco. Conhecido como o Poeta das Rosas, estudou suas primeiras letras em sua própria casa com a mãe, que era professora. Aos 12 anos começou a fazer versos. Em 1898 atuou como professor particular, então com 17 anos de idade, para moradores da Fazenda Campestre, uma das mais prósperas da cidade.
Em 1901 mudou-se para São Paulo, capital, onde continuou seus estudos, educando seu gosto artístico. Publicou os primeiros sonetos no Correio Paulistano e colaborou para jornais de Piracicaba e Campinas. Na capital, além do Correio, escrevia também para o Comércio de São Paulo e para várias revistas culturais existentes na época. Seus versos foram parar em Portugal, sendo ainda traduzidos para o sueco, e publicados em jornais de Estocolmo.
Retornou a São Pedro em 1905, ocupando o cargo de Secretário da Câmara Municipal e da Prefeitura de São Pedro, até sua morte prematura.
Gustavo Teixeira publicou dois livros apenas. Ementário, publicado em 1908, trazia um prefácio de Vicente de Carvalho e poemas nos estilos romântico e parnasiano. Em Poemas Líricos, de 1925, seu estilo mudava para o simbolismo. Com a morte prematura, muitos de seus poemas ficaram inéditos.
Em julho de 1937 foi eleito para a Academia Paulista de Letras, como sucessor de Paulo Setúbal, passando a ocupar a cadeira de número 10, cujo patrono é Cesário Mota Jr., e o fundador, o Dr. Eduardo Guimarães.
Gustavo Teixeira morreu em São Pedro, vítima de pneumonia, em 22 de setembro de 1937, antes de tomar posse na cadeira que mereceu na Academia.
Postumamente, em 1959 a Editora Anhambi publicou a edição das Poesias Completas de Gustavo Teixeira, prefaciadas por Cassiano Ricardo.
Poeta, somente poeta, foi agraciado em 1999 com o título post mortem por seus méritos humanos e poéticos, e, de acordo com os estatutos da Academia Internacional de Ciências, Letras, Artes e Filosofia do Rio de Janeiro, com o título do Colar da Ordem Poeta da Humanidade.


Ficha Técnica

Direção: Barbosa Neto
Texto: André Albino
Figurino: Maria Trevizan
Pesquisa: André Albino, Rodrigo Luis dos Santos
Iluminação: Barbosa Neto
Operador de Iluminação: Lucas Silva
Operador de Som: Vinicius Degam
Projeção Visual: Karina Degaspari
Sonoplastia: André Castanho

Elenco:
Amanda Siqueira
André Castanho
Bruna Cônsolo
Bruno Souza
Carla Callado
Cauê Esposito
Diego Soares
Douglas Callado
Emília Cruz
Frantheska Degam
Isabela Piacitelli
Izabela Cantarin
Jaqueline dos Santos
Jéssica dos Santos
Jesus Degam
João Haddad
João Piacitelli
Kaê Leoppoldo
Kerally Gomes
Mari Taketa
Mayara Callado
Mônica Cardoso
Rafael Briense
Rafael Campos
Regina Atoline
Rogério Briense
Tainá de Oliveira
Vera Accacio

Critica


Gustavo Teixeira: O poeta da solidão”

Renata Saia

Brilhante! Esta é a palavra que encontrei para definir a peça “Gustavo Teixeira: O poeta da solidão” criada para integrar as comemorações da semana do escritor. Foram duas apresentações, ambas com platéia lotada, mas, pela qualidade – incluindo texto, interpretação, figurinos e tudo mais que compõe uma peça – penso que ela deveria ser apresentada incansavelmente até que todas as pessoas da cidade, aquelas que nasceram, e também as que adotaram São Pedro como morada, tivessem a chance de assistir.
Digo isto porque não há um ser que habite esta cidade que nunca tenha ouvido falar no “Poeta das Rosas”, e arrisco dizer que, mesmo aqueles que não são adeptos de suas poesias, tiveram contato com elas, durante as famosas semanas “Gustavo Teixeira” realizadas anualmente, e portanto, conhecem Gustavo Teixeira através do rigor formal de seus versos parnasianos. Um Gustavo sombrio, misterioso, tão distante da realidade... Quase irreal. E é exatamente neste ponto que a peça, com texto de André Albino e direção de Barbosa Neto, mexe com a gente.
Ao propor uma aproximação do público com o espírito do poeta, apresenta sua vida de uma forma inimaginável para nós, com suas fraquezas e anseios, além da típica rotina são-pedrense. Pra dizer o mínimo, uma versão mais realista do que aquela que a maioria de nós conheceu nos bancos do colégio. E é isso que faz toda a diferença. Pelo menos, foi isso o que me encantou.
Não poderia deixar de citar a igualmente brilhante atuação de João Haddad -prata da casa, vale ressaltar - na pele, ou melhor, no espírito de Gustavo Teixeira. Talento puro!
Poesia, música, e, tenho certeza, uma ampla pesquisa sobre a vida e obra do poeta, compõem a peça, com exata dose de humor e referências a fatos que só quem conhece as peculiaridades desta terra e de seu povo, pode saber - como o dia em que o busto de Gustavo Teixeira amanheceu na piscina do Clube de Campo - fazem rir, provocam emoções.
Surpresa, com tantos talentos revelados ali, na minha frente, ao final, senti orgulho, orgulho sim, de ser são-pedrense e saber que aqui, na terra do poeta Gustavo Teixeira, tem gente que se importa em preservar sua cultura com tamanha maestria e empenho.



ATORES DE SÃO PEDRO CRIAM EMOCIONANTE PEÇA TEATRAL
SOBRE A VIDA DE GUSTAVO TEIXEIRA


A semana que passou foi intensa dentro do Museu Gustavo Teixeira, onde os integrantes do NuTeSP (Núcleo Teatral de São Pedro) passaram dias (e noites) ensaiando a peça “Gustavo Teixeira: o poeta da solidão”. E a estréia foi um sucesso.
Com uma platéia lotada, tanto de amigos, quanto autoridades da cidade, o grupo de 28 atores, contou, através de cenas engraçadas e tristes, trechos da vida do poeta são-pedrense que morreu aos 57 anos de idade, no auge da carreira.
Cenas projetadas em vídeo ajudaram na narrativa, assim como “vários” Gustavos Teixeiras, em diversas idades, contracenavam com os demais personagens, também importantes, como sua fiel escudeira Marcelina, seus pais Francisco e Miquelina, seus amigos, também escritores, Martins Fontes e Oswald de Andrade, e sua filha Ondina. A peça trouxe até música ao vivo, que foi tocada pelo ator e violonista André Castanho.
O texto foi escrito pelo ator e dramaturgo André Albino, dirigido pelo competente Barbosa Neto, que já foi responsável pela peça “Invisíveis”, da Cia. Pro-Cênica, e pelo espetáculo “Cristo, A Paixão” encenado durante a Semana Santa ao redor do Museu Gustavo Teixeira.
A pesquisa, o texto da peça e dos vídeos foram feitos pelo próprio André Albino com auxílio do historiador Rodrigo dos Santos, e ainda teve apoio das professoras Maria Aparecida Fracasse de Barros, Maria do Carmo Mendes de Andrade e Souza, Gentila Frare, Doralice Zinni, Paulo Edson Soares, e alunos da Escola Professor Abdala Rahal Farhat Neto.
O grupo NuTeSP é formado atualmente por 32 componentes, e fazem parte dessa montagem 28 atores, de várias idades. Os figurinos foram caprichados, sob responsabilidade de Maria Trevisan, que assina também a maquiagem do espetáculo, assim como a constituição de época, através de fotos e imagens que são projetadas e objetos de cena.
“A peça surpreende o público da mesma forma como surpreendeu os atores. Através da pesquisa sobre a vida do Gustavo, conhecemos mais sobre ele. Aproximamo-nos mais da poesia dele, da obra dele. Conhecemos o Gustavo humano, pai, amigo, morador de São Paulo numa época em que a cidade já era grande. Se ainda hoje sair de São Pedro e ir para São Paulo é um salto, imaginem isso em 1901”, comenta o diretor Barbosa Neto.
A platéia aprovou a adaptação e aplaudiu de pé o elenco, entre maravilhada e emocionada. Uma nova apresentação já está marcada para o próximo dia 28 (segunda-feira) no Cine-Teatro São Pedro, às 20h30. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados no Museu Gustavo Teixeira durante o horário comercial, além do próximo sábado e domingo de manhã.


Materias do espetáculo:
http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=3441
http://eptv.globo.com/lazerecultura/lazerecultura_interna.aspx?271242
http://www.saopedro.sp.gov.br/Imprensa/Noticia.aspx?nid=427
http://programaporai.blogspot.com/2009/09/virada-cultural-em-sao-pedro-sp.html

terça-feira, 18 de agosto de 2009

NuTeSP - Núcleo de Teatro de São Pedro, é um projeto que visa a prática teatral, tendo como sede de encontro o Museu Gustavo Teixeira na cidade de São Pedro, promovendo espaço de formação e desenvolvimento pessoal e cultural

OBJETIVOS:

Conceituar o teatro como arte

Apresentar possibilidades de integração da linguagem teatral com outras áreas de conhecimento

Fornecer instrumentos aos participantes para que ampliem suas formas de comunicação, seja na oralidade ou em gestos

Ampliar e enriquecer o repertório cultural dos participantes e da comunidade

Montagem de esquetes e espetáculos teatrais, para serem apresentados nos espaços culturais da cidade e fora desta a convite

CONTEÚDOS E METODOLOGIA DE TRABALHO:


Oficinas práticas de aquecimento, jogos de interação

Exercícios de expressão corporal

Noções da história do teatro

Leituras dramáticas e improvisação de cenas

Reflexões e discussões coletivas


ENCONTROS: Sextas-feiras das 19horas às 22horas



A PARTICIPAÇÃO É GRATUITA



CONTATO: ciaprocenica@ig.com.br

FONE: 19 9141-1048

domingo, 7 de junho de 2009

Palhaços



Pelica e Piruleta






"Circuito SESC de Arte"

A intervenção urbana acontece de forma transitória pela cidade, interagindo com o público com apresentação de pequenas cenas, esquetes. Indicado em datas comemorativas, lançamento de produtos, feiras, convenções

Piruleta

Pelica

Intervenção na cidade de Rio Claro








quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Cristo, A Paixão"
Paixão de Cristo da cidade de São Pedro

Segundo Constantin Stanislavski “... A Arte Teatral é uma “ação coletiva” em que todos dependem de todos. A criatividade, o dom e os talentos só podem desenvolver-se sob uma atmosfera de comprometimento, dedicação e amizade recíproca...”



Stanislavski teatrólogo russo que viveu no fim do século XIX, criou métodos e técnicas de trabalho na preparação do ator conhecido como Sistema Stanislavski, que transformaram o teatro moderno e contemporâneo.
Acredito que o grande reconhecimento e sucesso do espetáculo “Cristo, A Paixão” não se deu apenas as mudanças cênicas estruturais como formato narrativo, ou a quebra da “quarta parede” onde o público é convidado a participar em cena aberta do espetáculo, ou as falas ao vivo com emoções verdadeiras, que causou no inicio certo receio no elenco, mas que com o passar do tempo entre ensaios e oficinas de interpretação foi surgindo em todos uma segurança e uma grande vontade de ver tudo pronto. O carinho e envolvimento de todos foi crescendo juntamente com a evolução de toda a equipe.
Sem dúvida a responsabilidade maior do grande sucesso foi a participação ativa da comunidade representada pelos atores, bailarinos, diretores, técnicos de som e iluminação, figurinistas, e funcionários da prefeitura.
Agradeço o empenho de todos, ao apoio e fundamental envolvimento da prefeitura, na participação ativa e essencial do secretário de Cultura Rodrigo dos Santos e da secretária de Turismo Mariana Zinni, agradeço também o incentivo e confiança do prefeito Eduardo Modesto.

Mas do que um evento, o teatro é uma forma de expressão artística unificadora e transformadora.
Viva o teatro!
Barbosa Neto
Diretor



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008











"INVISIVEIS"



Espetáculo do Curso Livre de Teatro Cia. Pro - Cênica

Sinopse:

Numa proposta de espaço alternativo a peça inicia-se com o público sendo convidado a uma visita ao “núcleo do problema”, ocasionando um encontro com figuras marginalizadas em seu próprio a
ambiente que nos proporciona uma experiência inusitada, por que é aberto para que estas figuras demonstrem suas experiências sobre assuntos e sentimentos comuns a todos.
A singularidade desse encontro - próximo daqueles que são marginalizados ou se excluem - nos leva a diversos olhares e quiçá a uma identificação.








Pesquisa:

O Curso Livre de Teatro da Cia. Pro - Cênica apresenta o seu primeiro trabalho após oito meses de oficinas e pesquisa teatrais. Neste mesmo ano de estréia, 2008, comemora-se também 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.



O grupo, que desenvolveu diversas leituras, encontrou no texto “Se os Tubarões fossem homens” de BERTOLT BRECHT - texto que, a grosso modo, faz uma analogia entre o ciclo predatório do oceano e a estrutura do nosso sistema político banhado na desigualdade - a partir dessa leitura fora desenvolvida diversas cenas de improvisações sobre esse sistema e foi percebido o que mais instigou foi olhar para aqueles que estão excluídos ou que saem desse sistema.








Havendo então uma necessidade de, alem da pesquisa


bibliográfica, partirmos para uma pesquisa de
campo que finalizou com visitas no Lar dos Moradores de rua e na casa de catadores ao redor do Lixão.











Tendo também entrevistas com garotas de programa, travestis e moradores de rua. As pesquisas foram realizadas na sua maioria na cidade de Piracicaba.









Roda de conversa:


Após a apresentação o público foi convidado para participar de uma conversa com o elenco e com os convidados Anselmo de Figueiredo, presidente do ONG CASVI Centro de Apoio e Solidariedade a Vida e Rubens Murílio Trevisan, professor doutor do curso de Filosofia da UNIMEP, Silvana Bassan psicologa e professora da UMIMEP, Valeria Ramalhão pedagoga.




Elenco:


Carla Callado, Giovana Sacco, Maria Trevisan, Rafael Campos, Sergiio Cavazzoni,Vitor Medina, Cesar Marques, João Haddad, Mônica Cardoso, Eliana Azem, Raquel Rocha, Tiago de Luca.



Direção:


Barbosa Neto.


Sitie para consulta:



























video



Mapa de Luz

quinta-feira, 13 de novembro de 2008






" FESTIVAIS 60'S: A ERA DE OURO "


Se trata de um espetáculo cênico-musical que fala sobre os grandes festivais da tv dos nos 60, seus interpretes e compositores.

A estréia do espetáculo cênico musical, "Festivais 60 A Era de Ouro", foi no dia 25 de setembro, no teatro municipal Dr. Losso Neto, Piracicaba.
Fazendo parte da semana de Arte e Cultura Luiz de Queiroz ESALQ-USP, festividades dos 75 anos da USP, e contou com o apoio da ECA, EAD e USP.

SINOPSE

A partir das memórias de um técnico de som, o espetáculo perpassa os anos de ouro dos festivais da canção na televisão brasileira de maneira ao mesmo tempo sensível e bem-humorada. Em meio a canções e anedotas, o público é convidado a ingressar na instável zona de conflito entre a censura de um regime autoritário e a veia criativa dos artistas que fizeram dos festivais uma página gloriosa da história da música brasileira.


FESTIVAIS DA CANÇÃO

Não é possível pensar em música brasileira da segunda metade do século XX sem em algum momento topar com os festivais da canção promovidos pelas televisões Excelsior, Record e Globo. Foram esses festivais o palco em que inúmeros dos grandes nomes da música popular se apresentaram pela primeira vez ao grande público, trazendo consigo gêneros dos mais variados, defendendo idéias, renovando estéticas, tornando-se ídolos de uma geração sedenta de líderes.
Após um primeiro festival sem grande difusão realizado pela TV Record em 1960, a recém-criada TV Excelsior promove em 1965 seu festival em que aparecem nomes como Elis Regina, Edu Lobo, Chico Buarque, Geraldo Vandré e muitos outros que ou já eram ou brevemente se tornariam expoentes da música nacional. Foi o sucesso desse festival que levou à ocorrência logo no ano seguinte de quatro festivais da canção na televisão brasileira, dos quais um, o da TV Globo, era aberto a participações internacionais. O fechamento da TV Excelsior em 1970 não impediu que os festivais da canção continuassem sua trajetória na televisão brasileira revelando talentos e encantando platéias e telespectadores, no entanto, é inegável que seus anos de maior sucesso entre o público se limitaram à década de 60. E isso seja pela censura, cada vez mais acirrada, sobre as composições e sobre a organização dos festivais, seja pela simples saturação desse gênero de evento. O último festival da canção na televisão foi o da TV Cultura em 2005. Antes dele, a TV Globo havia realizado um festival em 2000, após 15 anos sem a realização de festivais na televisão brasileira. Contudo, sua atual exclusão da mídia não pode negar o fato de que os festivais ainda figuram como um marco na história da indústria cultural brasileira, sem o qual os caminhos da televisão e da indústria fonográfica neste país seriam, muito provavelmente, bastante diferentes dos que tomaram.
Contar a história dos festivais da canção possui o valor e a urgência de contar a nossa própria história.












FICHA TÉCNICA

Elenco: André Stennico, Joseane Bigaran, Karina Degaspari, Maria Trevisan, Michel Seadini, Tiago de Luca, Vitor Medina, Raiana, Patrícia Moreno, Pedro Trindade, Everton Nardini, Sérgio Nappi, Kleber Tertuliano.
Participações especiais: Flavio Vieira (Mr. Flavio) e Zé Rubens Trevisan.
Direção teatral: Barbosa Neto
Direção Musical: Patrícia Moreno e Pedro Trindade
Texto: André Albino
Projeção visual: Karina Degaspari
Operador: Leandro Baltazar
Figurino: Maria Trevisan
Cenário: Cia. Pro-cênica
Iluminação: Barbosa Neto e Karina Degaspari
Produção: Patrícia Moreno, Barbosa Neto e Maria Trevisan


Seguem alguns sites para consulta:

video